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CATAGUASES
Fonte Externa
A 26 de maio de 1828, o francês Guido Marlière chegou a um lugar denominado Porto dos Diamantes. A 26 de maio de 1828, o francês Guido Marlière chegou a um lugar denominado Porto dos Diamantes, no rio Pomba, onde estava aquartelada a 3ª Divisão Militar. Alguns moradores, entre eles o sargento de ordenanças Henrique José de Azevedo, alferes comandante da mesma região, fez a Marlière a doação de um terreno, com o fim especial de se erigir uma capela, conforme mandava exigências eclesiásticas para a construção de templo religioso. Havia no local 38 lares e várias aldeias de índios coroados, coropós e puris.
Guido Marlière
Em outubro de 1851, o povoado é elevado à categoria de freguesia de Santa Rita da Meia Pataca e anexado à freguesia de São Januário de Ubá. Nessa época, veio ali se estabelecer com a família, em um latifúndio de 3.000 alqueires, o Major Joaquim Viera da Silva Pinto, um dos patriarcas da cidade, que funda a Fazenda da Glória. Graças aos seus esforços, Meia Pataca é elevada à vila com o nome de Cataguases, através da Lei Provincial no. 2.180, de 25 de novembro de 1875.
A nova denominação foi sugerida pelo Cel. José Vieira de Resende, porque sempre se lembrava do rio Cataguases que banhava as terras da fazenda onde nascera. O vocábulo cataguases é indígena, que significa "Gente Boa". A instalação do município se fez em 7 de setembro de 1877. No processo de crescimento virão, na década de 1920, os modernistas com o Movimento Verde, o mais importante do ciclo mineiro, e Humberto Mauro e sua notável produção de cinema.
Cineasta Humberto Mauro
Residência do Cel. José Vieira de Rezende Mauro
Cataguases, que havia surgido no longo processo de ruralização da sociedade mineira, logo após a Inconfidência Mineira, momento em que os mineradores, os clérigos e escravos se distanciaram das cidades buscando longínquas terras, agora transformados em agropecuaristas, teve no café um de seus fundamentos econômicos. Se nos primeiros decênios do século XVIII, a lavoura cafeeira foi limitada pela precariedade das comunicações e transporte, com a inauguração, ao final da década de 70, do ramal da Estrada de Ferro Leopoldina inaugura-se um período de prosperidade.
Sob o comando do capital cafeeiro, dominantemente mercantil, surge a atividade financeira através de dois bancos, a saber: o Banco Construtor do Brasil e o Banco de Cataguases, ambos de propriedade do imigrante português, João Duarte Ferreira. Serão eles os principais instrumentos que irão transformar a acumulação do capital cafeeiro em empreendimentos comerciais e industriais. Em fevereiro de 1905, alguns empreendedores, entre os quais o Coronel João Duarte Ferreira, Coronel Joaquim Gomes de Araújo Porto, Major Maurício Eugenio Murgel, e Dr. Norberto Custódio Ferreira, organizam a Companhia Fiação e Tecelagem de Cataguases, utilizando máquinas movidas a vapor, álcool e petróleo.
O fim do ciclo do café, que no seu auge alterou o aspecto da cidade, dando-lhe novos traços, seja do ponto de vista urbanístico, da arquitetura, seja na sociedade em suas manifestações e costumes, foi substituído pela frente manufatureira. A constituição, em 1905, das duas sociedades anônimas de capital nacional, a Companhia Força e Luz Cataguazes - Leopoldina, geradora e distribuidora de energia elétrica, e a Companhia Fiação e Tecelagem de Cataguases, que, em 1911, muda de controle acionário, passando a se chamar "M. Ignácio Peixoto", sob o comando do imigrante português Manuel Ignácio Peixoto, mostrou o acerto da aplicação de capitais vinculados à agricultura, permitindo a Cataguases o seu pleno desenvolvimento, tornando-se hoje em dia uma das mais importantes e progressistas cidades do interior de Minas Gerais.
O muni
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